WEBGRAFIA e BIBLIOGRAFIA

WEBGRAFIA
Acedido em 27 de Dezembro de 2012, no Web site: FósGrafé, A interpretação fotográfica, 5 Abril 2010:

Acedido em 28 de Dezembro de 2012, no Web site: Snarlik.se – Johan Thörnqvist: http://www.snarlik.se/.

Acedido em 28 de Dezembro de 2012, no Web site: Psicologia da Comunicação, Percepção da Realidade, 1995: http://www.cairu.br/biblioteca/arquivos/Psicologia/Psicologia_Comunicacao.pdf.

Acedido em 12 de Janeiro de 2013, no Web site de: The Oldest Escher Collection on the Web, since 1993: http://www.mcescher.net/.

Acedido em 12 de Janeiro de 2013, no Web site de: Wikipedia, a Teoria de Gestalt, 7 de Outubro de 2012: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gestalt.

Cunha, Leonel. Teoria da Gestalt, Introdução. Acedido em 12 de Janeiro de 2013, no Web site de:

Acedido em 14 de Janeiro de 2013, no site do Youtube, Igis Resta, Tall Painting: http://www.youtube.com/watch?v=J_GM1ppVJ8U.

Marques, Paula. Freud e a Psicanálise. Acedido em 16 de Janeiro de 2013, no Web site de: 


BIBLIOGRAFIA

Bahia, Sara. (2007). Psicologia da Criatividade. Manual de Apoio para a disciplina de Psicologia da Criatividade. Mestrado em Teatro e Comunidade da ESTC, Lisboa.





Metamorfose do Objecto

Tendo em conta como tema a Criatividade, a professora sugeriu a criação de um objecto, sofrendo uma metamorfose. Após algum "brainstorming" à roda de alguns objectos, resolvemos escolher, em grupo, um espelho. Tendo em conta as mudanças físico-materiais, funcionais, evolutivas, relacionais, e afectivo-linguísticas, foram atribuídas as seguintes:
*Espelho mostra a parte de trás
*Mostra também o sexo oposto
*Permite-nos entrar nos nossos pensamentos
*Espelho cria uma fotocópia do reflectido
*É auto regenerativo - Ao partir-se, cresce um novo espelho a partir dos seus bocados.
*Ao ver-mo-nos ao espelho, pintamo-lo e a imagem passa para nós.
*Espelho reflecte a personalidade de cada um, consoante o que pensamos de nós próprios.
*Reflecte também os medos das pessoas.
*Não gosta do seu próprio reflexo, pois leva à sua destruição.

Eis o resultado final, em desenho. Penso que resultou bastante bem, tendo em conta o enunciado estipulado. Demos o nome de REFLETUX à nossa personagem.

A Psicanálise de Freud.


Psicanálise é um campo clínico e de investigação teórica da Psicologia humana independente da psicologia, desenvolvido por Sigmund Freud.
Freud, propôs este método para a compreensão e análise do homem, compreendido enquanto sujeito do inconsciente, abrangendo três áreas:
  1. um método de investigação da mente e seu funcionamento;
  2. um sistema teórico sobre a vivência e o comportamento humano;
  3. um método de tratamento psicoterapêutico.
É, assim, uma teoria da personalidade, e um processo de psicoterapia. A psicanálise influenciou o crescimento das ciências humanas, da ética, da moralidade e cultura humana.
Freud recolheu reflexões e dados junto dos seus pacientes, procurando o significado mais profundo das perturbações psicológicas. A psicanálise é, para mim, o modo como nossos os desejos e pensamentos se expressam através dos nossos sonhos, o modo como agimos e sonhamos. Esta teoria procura explicar a forma como as diferenças de personalidade e conflitos surgem na nossa infância. A psicoterapia trata os distúrbios emocionais, trabalhando com pacientes.

Freud levantou questões como a vida e a morte, complexo de édipo, traumas, a civilização, interpretação de sonhos, a importância da sexualidade nas nossas vidas...
Posteriormente, Freud apresentou a organização da psicanálise através da estrutura id, ego e superego. 
O ID é uma parte da psicanálise, constituída por conteúdos como desejos, que posteriormente são recalcados. Há uma procura do prazer e da satisfação. O id impulsiona o ego e a sua actividade é inconsciente."(...) é a parte obscura, impenetrável, da nossa personalidade, (...)", (Freud - 1932). 
O EGO constitui-se no primeiro ano de vida. A energia do ego vem das pulsões do ID. Tem preocupações lógicas de espaço e de tempo. O ego opõe-se a certos desejos do id, e a sua actividade é sobretudo consciente, tentando ser moral."A estrutura do ego (...). É composta de conhecimento e de defesa.(...)", (Tran-Tong - 1981). 
O SUPEREGO é formado a partir do ego após o complexo de Édipo. É constituído pela interiorização de imagens idealizadas dos pais e das regras sociais. É, assim, a base da consciência moral. O superego age sobre o ego, filtrando os conflitos do id/ego e a sua actividade é essencialmente inconsciente."O superego é a terceira instância do aparelho psíquico...", (Tran-Tong - 1981)


Criatividade

Não se sabe ao certo definir o que é a criatividade pois apesar da exploração do conceito da palavra, em várias áreas, só se conseguem chegar a definições distintas, embora não sejam completamente discordantes umas das outras.
Recorrendo à etimologia da palavra, creare significa originar, criar, formar.
A criatividade compreende o conceito de pensar de forma inovadora, produzindo uma reflexão activa, sentimental e de acção com o objectivo de transformar e criar algo novo como resposta às actividades mentais que se concretizam a partir da cognição e sensação. O acto criativo pressupõe a criação de algo novo e diferente, que quase sempre tem origem num estado caótico de organização das emoções, informações e situações que envolvem quem cria.
Ora, se entendemos que a criatividade faz parte de uma experiência que deve abrir

possibilidades para a recepção do mundo de forma abrangente e múltipla então não devemos fugir ao facto de que a capacidade de criar é inerente ao ser humano.
É necessário esclarecer que a criatividade é um processo exigente que recorre à abstração, resultando de seguida à concretização (que atenda às necessidades corporais e da alma), mas sobretudo que redimensione a existência humana emprestando-lhe sentido e significado. Não há assim qualquer dúvida de que os criativos renovam, propõem-se intelectualmente, filosoficamente, artisticamente, culturalmente etc.
Hoje em dia, vivemos numa sociedade que tem falhas bastante alargadas faltando cada vez mais um lugar para a criação pela criação.


Cada vez mais há a necessidade de criar, algo novo que nos fascine, que nos mantenha firmes como artistas e que nos realize como tal. Deixo então, uma nova forma de pintar retratos, trata-se de Hong Yi, artista que pinta com café.




Igis Resta- Tall painting

Gestalt e a análise das imagens



Podemos fazer um pequeno resumo sobre a teoria de Gestalt.




Gestalt é o termo intraduzível utilizado para abarcar a teoria da percepção visual baseada na psicologia da forma. Esta teoria examina os fenómenos psicológicos como um conjunto autónomo, impossível de se dividir em partes e articulado na sua configuração, organização e lei estrutural. Segundo esta teoria, o todo é mais do que uma simples soma das suas partes. A percepção não funciona por somatório de partes mais pequenas dos objectos percebidos, mas por uma totalidade, ou seja a percepção só resulta de um somatório das suas partes. Deste modo, os objectos organizam-se perceptivelmente numa estrutura global que determina a forma, a dimensão, a função das partes e a relação entre elas.

Dentro da teoria, existem 3 grandes princípios:

-Campo perceptivo- é a situação espácio-temporal, com características constantes em todos os seus pontos, que é suporte dos fenómenos visuais. Um filme, uma mesa, uma folha de papel, um monitor, podem ser campos perceptivos.
-Estrutura- é o esqueleto mais simples que pode apoiar as características espaciais da forma e a relação entre as partes. É a maneira como se organizam as partes de um todo.
-Forma- é a zona do campo visual que se isola e assim se destaca. Temos tendência para preencher, mentalmente, espaços abertos ou formas interrompidas, dando continuidade virtual ao que se apresenta descontinuo.
Leis básicas da Gestalt:
  • Continuidade
  • Semelhança
  • Proximidade
  • Pregnância
  • Fechamento
Deixo estas imagens enigmáticas para exercermos um pouco a nossa capacidade de percepção.
A Gestalt está bem presente principalmente em publicidade, desempenhando um papel fundamental para os designers, artistas, arquitectos etc.

GESTALT EM PROPAGANDA

GESTALT NOS LOGOTIPOS





Johan Thörnqvist

 Fotógrafo ilustrador, Johan Thörnqvist selecciona locais para tirar boas fotografias e posteriormente faz ilustrações em cima delas. Tem o propósito de alterar o sentido dos elementos da imagem. Une assim, a técnica fotográfica à ilustração, intervindo com a realidade e fantasia. As fotos são criativas  chamando à atenção do espectador. Eis alguns dos seus trabalhos:









A interpretação Fotográfica

Resolvi pesquisar sobre a interpretação em termos de imagem e fotografia, de modo a compreender melhor o mundo da fotografia, com quem estou ainda pouco familiarizada, apesar de gostar bastante. Este é um assunto muito complexo que me causou alguma confusão, mas que me esclareceu bastante . É comum a sociedade confundir interpretação com percepção, o que dificulta o trabalho de um fotógrafo de tentar transmitir uma mensagem(se assim o quiser fazer), da maneira como ele quis, para quem observa as suas fotografias. 
Se o fotógrafo resolveu registar uma imagem da forma x, de certeza que, para o observador, essa forma x poderá percepcionar-se como y, ou z. Por vezes, o que o espectador percepciona não tem o mesmo significado que o fotoógrafo quis transmitir. Será complexo da minha parte, especulação? Talvez. Se o processo de interpretação passa pela escolha que o fotógrafo faz na hora H, até chegar ao momento em que o espectador a observa(observação bidimensional), já aí temos uma prova, pois no momento da captura, a realidade é tridimensional. Kossoy, explica este facto, quando diz que "a realidade fotográfica não corresponde (necessariamente) à verdade histórica, apenas ao registo expressivo da aparência”.


Magnifier and bug-Linlaw
O processo de interpretação fotográfico envolve três “participantes”: a imagem, o fotógrafo e o observador.
A leitura de imagens acontece em três fases, que ocorrem na seguinte ordem:
Percepção – fase óptica, onde percebemos as formas e as tonalidades de uma imagem no geral.
Identificação – fase de reconhecimento dos componentes, a identificação é quase sempre igual para todas as pessoas.
Interpretação – acção totalmente mental e pessoal, sendo influenciada pelas experiências e lembranças de cada observador.

A percepção



Dentro de toda a matéria relacionada com a percepção visual e sensorial, surgiu uma questão, na qual poderei abordar o seguinte:
Afinal, a percepção é um processo inato ou aprendido?
Como Mariana Gonçalves defende no seu blog, a percepção faz parte de elementos que se aprendem, mas não actua necessariamente ‘de mãos dadas’ com a aprendizagem.

A percepção é melhorada na maioria das actividades praticadas pelos humanos, resultando de interações, aprendizagem visual, assim como a sua cultura. Experiências feitas com animais e humanos mostram que alguns seres vivos são capazes de desenvolver a capacidade de discriminar certos objectos, de acordo com as suas vivências e/ou necessidades. Uma das experiências que considerei bastante interessante foi um estudo feito com indivíduos cegos, que após operações, viram pela primeira vez. Resultado: Os indivíduos não puderam reconhecer formas, objectos e os seus familiares com base na sua aparência visual, após o momento da operação. Só após algum treino é que se pôde verificar que a aprendizagem perceptiva ocorre durante um período inicial, e que, se não ocorrer nesse período, tornar-se-á muito mais difícil de desenvolver depois de inferir significado das suas percepções visuais.
Concluí-se, assim, que pode-se facilmente verificar a influência da aprendizagem perceptiva. Como se fez em alguns estudos, comparou-se as diferenças na forma pela qual os mesmos estímulos são percebidos em diferentes sociedades de formas distintas. Por exemplo, uma criança esquimó consegue distinguir facilmente a diferença entre vários tipos de neve, enquanto que uma criança que vive numa cidade dificilmente o poderá fazer com facilidade, assim como o contrário. Para a criança citadina, será muito mais fácil distinguir, por exemplo, diferentes marcas de automóvel, ou de roupa ou telemóveis, o que para a criança esquimó não será assim tão fácil.

Ilusões de Óptica



Afinal, o que percepcionamos é o que realmente existe?
Somos prisioneiros dos nossos olhos?
Explicando o conceito, define-se Ilusão de óptica como todas as ilusões que "enganam" o nosso sistema visual. Vemos, assim, coisas que não estão presentes, ou que estão erradas aos nossos olhos. Algumas ilusões são de carácter fisiológico, outras de carácter cognitivo. Estas ilusões de óptica surgem em diferentes parâmentros visuais e diferentes suportes. Estas imagens são muito utilizadas no campo da psicologia e das artes. Um grande exemplo de tal facto são as obras de M.C. Escher.
Reptiles
Hand with sphere

Day and night

Bond of union